Vista geral da sala na Fundación Luis Seoane

A palavra "pixaim" tem origem tupi, vinda de "apixa\'i", que significa cabelo encaracolado ou crespo, ou de termos que descrevem algo espesso e oleoso.
Pixaim é um sussurro ancestral, um som que ainda se ouve no ventre materno. Como falar sobre o que não vemos, o que não tocamos, mas que molda quem somos? Este projeto nasceu da necessidade de escutar o que o mundo tentou silenciar: a textura da raiz, o volume da memória, a liberdade contida no gesto de se olhar com ternura. É sobre autocuidado, o silêncio que grita, a escuta que cura. É so- bre transformar a dor (aquela que atravessa gerações) em liberdade. Cada fio carrega uma história, algo não dito, uma resistência. Aqui, o cabelo não é apenas estético; é político, é identidade, é território sagrado. Pixaim é uma pausa para escutar o corpo, sentir a raiz e se reconectar com o que foi arrancado, negado, mas nunca esquecido.
↑Back to Top