Minha instalação é mais um fruto do Pixaim, projeto onde busco externalizar a opressão vivida desde a infância até a vida adulta — uma opressão que, infelizmente, ainda persiste. Sempre acontece: alguém vem e me fere com uma fala ou até mesmo com um olhar.

Essa roda, esse círculo, essa continuidade é a representação dos piqueniques, do documental, dos encontros, dos áudios de WhatsApp e de tantas conversas. São 15 pessoas que, assim como eu, resistem com seus cabelos e renasceram após a transição capilar.
Na instalação, a transparência, o frágil, o natural vão sendo, pouco a pouco, contaminados pela decomposição da lã de aço, o Bombril — um símbolo que carrega tanto luta quanto desgaste.
"Os círculos de mulheres são para mim fontes inesgotáveis de inspiração e fortalecimento. Neles, encontramos suporte para confrontar normas estéticas e sociais que tentam nos silenciar. É nesses espaços que a arte se torna uma ferramenta de cura, onde o pertencimento floresce, e o poder do sagrado feminino é celebrado. Minha obra, assim, é um convite a entrar nesse círculo, a se reconectar com a ancestralidade e a sentir o poder transformador da comunidade."
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